As melhores estatísticas sobre os índices de morte cardiovascular são originadas dos Estados Unidos da América do Norte . Alguns números , fornecidos pela American Heart Association ( 2003 ) , demonstram que na faixa etária de 65 a 74 anos de idade , para cada 100.000 habitantes , ocorrem 1278 mortes cardiovasculares em negros ( afro-americanos ) , 817 em brancos , 650 em nativos americanos ( ameríndios ) , 614 em latinos ( hispânicos ) e 443 mortes em asiáticos.
A prevalência da doença arterial coronariana ( presença de placas de gordura na parede das artérias do coração ) , também varia de acordo com a raça e o sexo: cerca 9% dos homens negros e 7% das mulheres negras , são portadoras da doença , em comparação aos 7% de homens brancos e 5,4% de mulheres brancas.
O quê explica as diferenças de morte cardiovascular entre as raças?
Vários aspectos , genéticos e culturais , estão envolvidos nesse processo . As elevadas taxas de morte cardiovascular em negros , pode ser explicada em parte , pela elevada prevalência da obesidade e da hipertensão arterial ( inclusive sendo esta de maior gravidade ) , em pessoas dessa origem racial.
A hipótese do "gene poupador" pode explicar em parte estes achados. Os negros quando habitavam a África , eram submetidos a severas restrições alimentares por vários dias , fazendo que o seu metabolismo ao longo dos séculos , aproveita-se qualquer nutriente disponível , visando a sobrevivência da espécie ( "gene poupador" ).
Pouco tempo depois , dentro da escala evolutiva da espécie humana , esses mesmos negros já habitavam a América do Norte e, incorporavam um alimentação abundante , rica em calorias e gorduras ( "fast foods" ) , além de , haver uma redução drástica em suas atividades físicas. O resultado desse processo foram taxas alarmantes de obesidade , hipertensão arterial e diabete melito.
Os asiáticos , como os japoneses , apresentam hábitos alimentares milenares com uma ingesta abundante de peixes , ricos em ácidos graxos omega 3 , alimentos com propriedades protetoras cardiovasculares. No entanto , sabemos que os japoneses que passaram a morar e incorporam hábitos típicos dos Estados Unidos , passam a apresentar taxas de morte cardiovascular maiores do que os nativos do Japão.
Podemos concluir que apesar das diferenças raciais e culturais , todas as pessoas independetemente de sua raça , devem incorporar em seu dia-a dia , hábitos de vida mais saudáveis , como uma alimentação adequada , prática regular de exercícios físicos e a manutenção de um peso corporal adequado.
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