Um estudo italiano avaliou 23 adolescentes infectados pelo HIV (vírus da imuno-deficiência humana) há um longo tempo, e constatou que estes adolescentes apresentavam um aumento da espessura médio-intimal das artérias carótidas, localizadas no pescoço.
O espessamento médio-intimal é um achado do ultrassom vascular (conhecido como ecodoppler das artérias carótidas), sendo indicativo de uma maior propensão ao desenvolvimento da aterosclerose nas artérias (obstruções da parede das artérias por placas de gordura).
A espessura médio-intimal de 23 adolescentes HIV positivos foi comparada a espessura de um grupo controle, composto de 19 adolescentes que eram HIV negativos. Nos HIV positivos, observou-se ainda que haviam menores níveis de HDL colesterol ("colesterol bom") e de ácido fólico no sangue.
Os pacientes HIV positivos estavam, em média, há 10 anos recebendo tratamento antiretroviral. Sabemos que estes medicamentos podem exercer efeitos adversos sobre as frações do colesterol, explicando em parte os achados deste estudo.
Fonte:CROI(2009).
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