O infarto do miocárdio, melhor denominado de infarto agudo do miocárdio ou, simplesmente, "ataque cardíaco", é uma emergência médica em que parte do fluxo sanguíneo do coração sofre uma interrupção súbita e intensa, produzindo morte das células do músculo cardíaco (miocárdio).
O pico de ocorrência do primeiro infarto do miocárdio costuma ser aos 55 anos de idade nos homens e aos 65 anos de idade nas mulheres. Um estudo brasileiro teve como objetivo, comparar o tratamento do infarto do miocárdio em pacientes atendidos pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e os pacientes atendidos por convênios particulares.
Foram analisados 1588 pacientes com infarto do miocárdio (idade média de 63 anos, sendo 71,7% deles, homens), incluídos em um banco de dados específico, e acompanhados por até 7 anos e meio. Deste total, 1003 pertenciam ao “grupo SUS” e 585 ao grupo dos “outros convênios”.
Embora o risco de morte no período da internação fosse semelhante nos dois grupos (cerca de 11%), a longo prazo, as chances de morte foram 36% maiores no grupo “SUS”. Os autores concluíram que, em relação aos usuários de outros convênios, os usuários do SUS apresentam mortalidade similar durante a fase hospitalar, porém possuem uma pior evolução a longo prazo. Tais achados reforçam a necessidade de melhorar o nível de atendimento destes pacientes após a sua alta hospitalar.
Fonte: Arq Bras Cardiol (2008).
Texto revisado por Nícia Padilha.
www.portaldocoracao.com.br