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Todos os pacientes devem ser abordados de forma multidisciplinar. Uma avaliação do endocrinologista para excluir distúrbios hormonais é importante. Uma consulta psiquiátrica pré-operatória é imprescindível, já que, entre obesos, algumas doenças psiquiátricas são mais comuns (bulimia, esquizofrenia, depressão) e sua presença é um fator preditivo de problemas psiquiátricos adicionais no pós-operatório . Um nutricionista, um clínico ou gastroenterologista e o cirurgião completam a equipe.
Os critérios para indicação de cirurgia foram definidos há cerca de 10 anos e são aceitos até o momento. Deve-se oferecer o tratamento cirúrgico para todos os pacientes com IMC > 40 Kg/m2 ou para aqueles que tenham IMC > 35 Kg/m2 associados a qualquer comorbidade descrita anteriormente .
São consideradas contra-indicações para a cirurgia o alcoolismo, o uso de drogas ilícitas, algumas cirurgias gástricas prévias, a gravidez, a obesidade por síndromes genéticas ou endócrinas e a doença psiquiátrica preexistente.
Todos os pacientes devem realizar radiografias de tórax, uma rotina laboratorial completa, eletrocardiograma, endoscopia digestiva alta e ultra-sonografia abdominal total. Este último exame define que pacientes têm litíase biliar e necessitam de colecistectomia no mesmo tempo cirúrgico, ainda que assintomáticos . Alguns grupos encontram uma incidência tão alta de formação de cálculo pós-cirurgia que preconizam a colecistectomia profilática em todos os pacientes .
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