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NOVA YORK - Quem pensa em fazer cirurgia de redução de estômago deve ter certeza de que irá fazer seu dever de casa antecipadamente e entender que será necessária uma mudança drástica na alimentação para a cirurgia seja bem sucedida, aconselha a chefe da agência de saúde do governo dos Estados Unidos, responsável pela investigação sobre os cuidados de saúde e segurança dos doentes. - A pessoa que tem sucesso na perda e manutenção de peso come de forma muito, muito diferente. Essencialmente, você tem que comer bem menos do que o normal. - esclareceu a Dra. Carolyn Clancy, diretora da Agência de Saúde e Pesquisa de Qualidade, em Rockville, Maryland, à Reuters Health. " A cirurgia não é livre de riscos. É realmente importante para todas as pessoas saber onde estão entrando (Dra. Carolyn Clancy) " Clancy tem escrito sobre as realidades das operações de perda de peso, conhecidas como cirurgia bariátrica, nas últimas edições de Nursing for Women's Health e Womens's Health, ambos publicados pelaAssociation of Women's Health, Obstetric and Neonatal Nurses. A diretora apontou, durante uma entrevista, que, apesar de a cirurgia no estômago ter crescido em popularidade, apenas uma fração de pessoas realmente se beneficiou com ela. De acordo com a AHRQ, o procedimento é mais benéfico em pessoas com a massa corporal de 40 ou mais, ou indivíduos com a massa de 35 com condições sérias corporais como diabetes ou apnéia. - A cirurgia não é livre de riscos. É realmente importante para todas as pessoas, tanto homens como mulheres, saber dos riscos e ter certeza sobre onde eles estão entrando - disse Clancy . A diretora chega a afirmar que 7% das pessoas que fizeram a cirurgia precisam ser hospitalizadas novamente por conta de complicações. A estimativa é de que quatro em cada 10 pessoas podem ter complicações 6 meses após a cirurgia. Essas complicações incluem náusea, cãimbras e vômito, que em geral são provocados por comer demais. " Se o paciente não sentir confiança no cirurgião procure outro especialista (Carolyn Clancy) " As pessoas também devem procurar um cirurgião e equipe de saúde para esclarecer estes efeitos e a cirurgia, pois um acompanhamento pós-cirúrgico é tão importante quanto o processo em si, Clancy acrescentou. Se o paciente não sentir confiança no cirurgião ou que ele não queira ouvir suas preocupações, procure outro especialista, recomenda a diretora. Clancy afirma ainda que o indivíduo precisa saber, antes de fazer a cirurgia, se o plano de saúde cobre este tipo de intervenção. Alguns planos, antes de autorizar o procedimento, poderão exigir documentação que comprovem que o paciente já tenha recorrido a dietas e esforços para perder peso através de outros meios.
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