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Uma revisão de 41 estudos, realizados entre 1972 e 2007, que incluíram mais de 31.000 fumantes, avaliou os efeitos do aconselhamento médico visando o abandono do tabagismo. Estes fumantes foram abordados em consultórios, enfermarias hospitalares, ambulatórios e clínicas.
Dezessete destes estudos, baseados em um breve aconselhamento médico (quando comparados a nenhum aconselhamento), demonstraram um aumento médio de 66% nas taxas de cessação do tabagismo. Entre os 11 estudos em que a intervenção foi feita de forma mais intensa e duradoura, o benefício obtido foi um pouco maior (84%).A comparação direta entre o aconselhamento intensivo e o mínimo, mostrou uma pequena vantagem para o primeiro: 37% a mais de chance de cessação do tabagismo.
Os autores da revisão concluíram que o simples aconselhamento médico pode até dobrar as taxas de abandono do tabagismo. Estima-se que as taxas abandono voluntário sejam na ordem de 2% a 3% ao ano, sendo que o aconselhamento médico breve, pode aumentar estas taxas em mais 1% a 3%. Parece haver uma vantagem adicional pequena do aconselhamento médico intensivo, quando comparado com as intervenções muito breves.
Fonte: Cochrane Reviews(2008).
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