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Nos seres humanos o estresse é um processo psicológico complexo e a compreensão dos eventos estressantes é afetada por fatores cognitivos, afetivos e, de relações sociais, como pode ocorrer, por exemplo, entre funcionários de uma mesma empresa.
Não é a situação em si nem a resposta individual que definem isoladamente o estresse. As percepções do indivíduo diante de uma nova situação estressante são decisivas para a sua caracterização. Na questão do trabalho, o estresse representa, sempre, uma situação avaliada como negativa, sendo o resultado da incapacidade de lidar com as fontes de pressão no trabalho ou uma defasagem entre as exigências do trabalho e a capacidade de responder a elas.
O estresse, quando exagerado, provoca problemas de ordem física e mental, resultando numa insatisfação do trabalhador, comprometendo a atividade do indivíduo e o sucesso da empresa.
O estresse no ambiente de trabalho constitui um novo campo de estudos, cuja importância pode ser demonstrada pelo aparecimento de doenças psicossomáticas e cardiovasculares, especialmente a hipertensão arterial secundária ao estresse ocupacional.
Por esse motivo, a monitorização ambulatorial de pressão arterial (MAPA) – exame que avalia de forma automática a pressão arterial por 24 horas, no ambiente fora do consultório – tem demonstrado ser uma ferramenta valiosa para estudar a relação entre o estresse ocupacional e o comportamento da pressão arterial, durante um dia de trabalho, restante do dia e durante a noite.
Consequentemente, sua aplicação vem-se firmando como uma das principais ferramentas em estudos de saúde ocupacional em todo o mundo.
Fonte: Rev Bras Hipertens (2007).
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