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O tratamento da hipertensão arterial pode ser dividido em não-medicamentoso e medicamentoso. Valores de pressão arterial abaixo de 120/80 mmHg seriam a meta ideal a ser obtida em todos os pacientes, no entanto, estes valores não costumam ser facilmente alcançados.
Em grande parte dos pacientes, a meta mais realista é manter a pressão arterial do consultório pelo menos abaixo de 140/90 mmHg. Em diabéticos e portadores de doença cardiovascular comprovada, a meta mínima a ser perseguida , seriam valores abaixo de 130/85 mmHg. Quanto maior o risco do paciente hipertenso (exemplo: presença múltiplos fatores de risco cardiovascular ou presença de lesões em orgãos-alvo), mais rigoroso deverá ser o controle da pressão arterial.
O tratamento não-medicamentoso da hipertensão arterial, consiste basicamente em mudanças nos hábitos de vida. As medidas a serem adotadas por todos os hipertensos são as seguintes:
Perda de peso:
Hipertensos com excesso de peso devem emagrecer. O objetivo é atingir uma circunferência abdominal adequada (inferior à 94 cm nos homens e 80 cm nas mulheres) e um índice de massa corporal (peso dividido pela a altura ao quadrado = P / H2) inferior a 25 kg/m2.
A perda de 10 kg pode diminuir a pressão arterial sistólica em 5 a 20 mmHg, sendo a medida não-medicamentosa de melhor resultado. Uma dieta com baixa caloria e um aumento do gasto energético com atividades físicas, são fundamentais para a perda de peso .
Alimentação adequada:
A dieta do hipertenso deverá ser pobre em sal e rica em potássio , magnésio e cálcio. A dieta pobre em sal ( hipossódica ), deverá restringir a ingestão diária de sal em 6 gramas (2,4 gramas de sódio), ou seja, 4 colheres rasas de café de sal para o preparo dos alimentos (4 gramas de sal), mais 2 gramas de sal próprio dos alimentos (evite: conservas , frios, enlatados, embutidos, molhos prontos, sopas de pacote, queijos amarelos, salgadinhos, etc...).
O consumo de vinagre, limão, azeite de oliva, pimenta e ervas está permitido, pois estes alimentos não influenciam na pressão arterial. Uma dieta hipossódica pode reduzir a pressão arterial sistólica em 2 a 8 mmHg. Uma dieta rica em potássio e magnésio poderá ser obtida através de uma ingesta rica de feijões, ervilhas, vegetais verde escuros, banana, melão, cenoura, beterraba, frutas secas, tomates, batata inglesa e laranja.
O cálcio da dieta poderá ser obtido através de derivados do leite com baixo teor de gorduras , como o leite e o iogurte desnatados e os queijos brancos. Uma dieta, chamada de DASH, composta de frutas, verduras, fibras, alimentos integrais, leite desnatado, pobre em colesterol e gorduras saturadas, demonstrou ser capaz de reduzir a pressão arterial sistólica em 8 a 14 mmHg.
Ingestão moderada de bebidas alcóolicas:
O hipertenso deve evitar uma ingesta regular de bebidas alcóolicas e, quando isto ocorrer, esta ingesta deverá ser limitada a 30 gramas de etanol nos homens (700 ml de cerveja = 2 latas de 350 ml ou 300 ml de vinho = 2 taças de 150 ml ou 100 ml de destilado = 3 doses de 30 ml) e 15 gramas de etanol nas mulheres, ou seja, 50% da quantidade permitida para homens.
A diminuição da ingesta excessiva de bebidas alcóolicas pode diminuir a pressão arterial sistólica em 2 a 4 mmHg.
Cessação do hábito de fumar:
O tabagismo aumenta muito o risco de complicações cardiovasculares em pacientes portadores de hipertensão arterial, logo, deverá ser abandonado .
Prática regular de exercícios físicos:
O paciente hipertenso deverá praticar exercícios físicos aeróbicos (caminhada, corrida, ciclismo, dança ou natação), 3 a 5 vezes por semana, com uma duração mínima de 30 minutos e uma intensidade moderada ( 50 a 70% da freqüência cardíaca máxima para indivíduos sedentários e 60 a 80% da freqüência cardíaca máxima para indivíduos treinandos).
O início de um programa de exercícios físicos deverá ser precedido por uma avaliação médica. Hipertensos severos não devem inciar exercícios físicos antes de um controle satisfatório da pressão arterial. A prática regular de exercícios físicos pode reduzir a pressão arterial sistólica em 4 a 9 mmHg.
Controle do estresse emocional:
O estresse emocional persistente pode contribuir para a manutenção de uma pressão arterial mais elevada.Técnicas de controle do estresse emocional podem ser úteis no controle da hipertensão arterial.
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