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Considera-se a hipertensão arterial na gravidez quando o nível da pressão arterial habitual é maior ou igual a 140/90 mmHg. Um recente estudo sugere que a ingestão de fibras pode reduzir o risco de pré-eclâmpsia.
Duas formas de hipertensão podem complicar a gravidez: hipertensão arterial prévia à gravidez (crônica) e a hipertensão arterial induzida pela gravidez (pré-eclâmpsia e eclâmpsia), podendo essas formas ocorrerem isoladamente ou de forma associada.
A pré-eclâmpsia e a eclâmpsia , geralmente surgem após 20 semanas de gestação. Caracterizam-se pelo desenvolvimento gradual de hipertensão arterial, proteinúria (perda urinária de proteína) e edema (inchaço). No quadro de eclâmpsia, ocorrem convulsões que podem ser fatais. A doença hipertensiva da gravidez aumenta o risco de complicações e de morte, tanto para a mãe como para o feto.
A interrupção da gestação é o tratamento definitivo na pré-eclâmpsia e deve ser considerado em todos os casos com maturidade pulmonar fetal assegurada.Hipertensão arterial prévia , diabete melito tipo II e dieta com baixa ingesta de frutas e vegetais são fatores de risco para a pré-eclâmpsia.
Um estudo demonstrou que a ingestão elevada de fibras durante a gestação, diminui o risco relativo de pré-eclâmpsia em cerca de 70%. Outros achados foram a diminuição dos níveis de triglicerídeos e a elevação dos níveis do HDL colesterol ("colesterol bom") no sangue .
Fonte:Am J Hypertens ( 2008 ).
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