O exercício físico induz adaptações circulatórias e neuromusculares que podem ser revertidas com a interrupção do mesmo.Um estudo teve por objetivo avaliar o efeito do destreinamento sobre a aptidão física relacionada à saúde.
Foram avaliados 44 indivíduos de ambos os sexos com idade média de 57 anos. O "Protocolo de Mudança de Estilo de Vida Mexa-se Pró-Saúde" com orientação nutricional e de exercícios físicos supervisionados, teve duração de nove meses envolvendo exercícios aeróbicos, de resistência muscular localizada e de flexibilidade, com duração de 80 minutos por sessão, em cinco sessões semanais.
Foram selecionados os indivíduos que obtiveram freqüência mínima de 3 vezes por semana. O período de interrupção do treinamento foi de apenas um mês. Foram avaliados peso e estatura, sendo calculado o Índice de Massa Corporal(IC).Foram ainda realizados testes motores para flexibilidade (FLEX), força de membros inferiores (FMI) e superiores (FMS) e o consumo máximo de oxigênio (VO2 máximo) avaliado pelo teste de esforço, no início do programa , após nove meses de treinamento e após a pausa de um mês.
Os autores do estudo concluíram que, embora tenha havido uma manutenção dos ganhos de força dos membros inferiores e superiores, bem como da capacidade aeróbica, um mês de destreinamento foi o suficiente para acarretar uma perda da flexibilidade conquistada ao londo de nove meses.
Fonte:Rev Bras Med Esporte(2008).
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