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A genética está envolvida em diversos aspectos de nosso organismo, tanto em situações fisiológicas como nas patológicas (relativas ao surgimento de doenças).O último congresso da American Heart Association realizado em novembro deste ano (2008) , na cidade de New Orleans ( Estados Unidos ) , abordou um tema muito especial: "estudos genéticos em cardiologia".
Cresce o número de publicações sobre a contribuição da análise genética para o diagnóstico e o tratamento das doenças cardiovasculares. Vários estudos tem demonstrado a participação de certas variantes genéticas , no desenvolvimeno de algumas doenças :como o gene 9p21 (doença arterial coronaria e infarto do miocárdio) ou o gene 4q25 ( fibrilação atrial , uma arritmia cardíaca ).
O genes CYP2C9/VKORC1 ajudam a explicar a resposta terapêutica variável aos anticoagulantes orais , como a varfarina (coumadin ou marevan).Esses anticoagulantes são usados para prevenir a formação de coágulos dentro do coração ou nas veias profundas das pernas (trombose venosa profunda aguda).
Recentemente, observou-se que a variante do gene CYP2C19*2, está envolvida na resposta ao medicamento clopidogrel , antiplaquetário usado de rotina após uma angina instável , infarto do miocárdio ou angioplastia coronariana.
Os especialistas e pesquisadores envolvidos nesses estudos , estão bastante empolgados e confiantes. Estes médicos acreditam que no futuro , uma séria de variantes genéticas poderão ser pesquisadas em pacientes de consultório ou internados nos hospitais. Essa análise irá contribuir para a avaliação do risco de desenvolver doenças cardiovasculares ou ainda , para avaliar a resposta do organismo humano a certos medicamentos.
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