A tecnologia de medicamentos para tratar doenças crônicas como a AIDS (Síndrome da Imunodeficiência do Adulto), catarata, tuberculose, entre outras, por meio de partículas microscópicas que carregam medicamentos, começa a sair de sua fase experimental, começando a serem testadas em animais e seres humanos. São as nanodrogas, que podem ser mais efetivas e com menos efeitos adversos que os medicamentos convencionais.
Nos últimos quatro anos, 380 pacientes idosos, atendidos no Hospital da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), no Hospital de Olhos de Araraquara (interior de São Paulo) e no Centro Avançado de Retina e Catarata de Fortaleza (Ceará), foram curados de endoftalmite com a utilização de uma nanodroga.
A endoftalmite é uma doença que se manifesta geralmente após uma cirurgia de catarata, por isso acomete mais os idosos, que são particularmente suscetíveis aos efeitos colaterais provocados pelos medicamentos convencionais.A catarata é doença dos olhos que consiste na opacidade parcial ou total do cristalino ou de sua cápsula. Pode ser desencadeada por vários fatores, como traumatismo, idade, diabete melito, uso de medicamentos,etc... Tipicamente apresenta-se como embaçamento visual progressivo.
As principais caracterítsica das nanodrogas são:
-Uma ação específica sobre o foco da doença;
-Maior eficácia em razão da estabilidade química da substância ativa do medicamento;
-Liberação gradativa no organismo;
-Menos efeitos colaterais.
Com medidas mil vezes menores do que a espessura de um fio de cabelo, as nanodrogas permitem que o medicamento chegue de uma forma seletiva à área em que deve agir, deixando intacto outros tecidos. O seu tamanho e as dimensões das embalagens que os transportam, permitem que atravessem barreiras biológicas, até mesmo de células bacterianas, algo que um antibiótico convencional não consegue facilmente.
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