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A prevalência da utilização regular de cachimbo entre homens americanos caiu de 14%, na década de 60, para 2%, nos anos 90, permanecendo raro entre as mulheres (menos que 0,1%).Nos estudos clássicos sobre tabagismo, o risco geral de morte prematura era apenas 10% maior em fumantes de cachimbo do que em não-fumantes.
Entretanto, nestes estudos eram considerados fumantes de cachimbo somente aqueles indivíduos que nunca haviam fumado cigarros. Porém, atualmente, a maioria dos fumantes de cachimbo ou de charutos são ex-fumantes de cigarros, que possivelmente mantêm algumas das técnicas de inalação de fumaça, apesar da irritação provocada por esta nas vias aéreas.
Nestes casos, os fumantes significativamente apresentam um maior risco de adoecer, com um aumento de 30% de risco para doença cardíaca e de risco para doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) quase três vezes maior, além de existir uma relação causal entre fumar cachimbo e o aumento da mortalidade por câncer de pulmão, laringe, esôfago e orofaringe.Em um estudo multicêntrico na Europa, observou-se que fumar charutos ou cachimbo possivelmente apresenta um efeito carcinogênico sobre os pulmões comparável ao de fumar cigarros.
Como já foi dito, fumantes de cachimbo e charutos apresentam maior risco para padecerem de doença coronariana, acidente vascular encefálico e câncer de pulmão. Apresentam também um aumento da mortalidade por doenças não-cardiovasculares e por outras formas de câncer relacionadas ao uso do tabaco, tais como câncer de fígado, pâncreas, bexiga e colo-retal, bem como problemas periodontais, perda óssea e de dentes.
Fonte:Jornal Brasileiro de Pneumologia(2008).
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