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O estudo INTERHEART (publicado em 2004), foi um estudo desenvolvido para avaliar a importância dos fatores de risco para doença arterial coronariana ao redor do mundo. Foram 262 centros em 52 países dos 5 continentes, onde pacientes com infarto do miocárdio nas primeiras 24 horas foram comparados com outros pacientes (hospitalares e comunitários) chamados de grupo de controle.Embora o tabagismo tenha sido um dos principais fatores de risco para o infarto do miocárdio, um recente estudo sugere que apenas aconselhar a parar de fumar, pode não ser o suficiente para as vítimas de um infarto do miocárdio.
No estudo INTERHEART, os fatores que aumentaram o risco relativo de infarto do miocárdio (ataque cardíaco) foram: as anormalidades do colesterol (dislipidemias) em 3,25 vezes; tabagismo em 2,87 vezes; diabete melito em 2,37 vezes; hipertensão Arterial em 1,91 vezes; obesidade em 1,62 vezes e fatores psicossociais (estresse e depressão) em 2,67 vezes. De modo surpreendente, o tabagismo e a dislipidemia (anormalidades do colesterol ), compreenderam mais de dois terços deste risco. Fatores que diminuiram o risco relativo de infarto do mocardio: frutas e legumes (consumo diário) , atividade física moderada e consumo moderado de álcool.
Um recente estudo, realizado em 19 centros médicos dos Estados Unidos , avaliou diferentes estratégias , visando a cessação do tabagismo em pacientes que sofreram um infarto do miocárdio. Cerca de 894 pacientes , vítimas de um infarto do miocárdio , eram fumantes na ocasião da internação hospitalar . O hábito de fumar era reavaliado cerca de 6 meses após o momento da internação , em 639 desses pacientes. Dentre estes 19 centros médicos , 10 deles ofereciam programas de acompanhamento para cessação do tabagismo ou programas de reabilitação cardiovascular.
A avaliação aos seis meses dos fumantes , demonstrou taxas de abandono do vício , significativamente maiores nos fumantes que ingressavam em programas para cessação do tabagismo (69% versus 56%) ou naqueles que frequentavam centros de reabilitação cardiovascular ( 63% versus 47% ), quando comparados aos fumantes que recebiam orientações apenas durante as consultas periódicas. Os resultados desse estudo , reforçam a importância de que pacientes infartados e fumantes, sejam referendados para programas de cessação do tabagismo ou de reabilitação cardiovascular.
Fonte: Arch Inter Med ( 2008 ).
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