A cirurgia de revascularização miocárdica (CRM) é uma modalidade de tratamento da doença arterial coronariana (obstruções das arterias do coração por placas de gordura).As veias safenas são enxertos, assim como a artéria mamária, que podem ser utilizados durante uma CRM.
A veia safena é costurada em uma de suas pontas à parede da artéria aorta e a outra ponta , costurada ao segmento de artéria coronária (após o local da obstrução ). Assim, realiza-se um "desvio" da corrente sanguínea para uma nova passagem não-obstruída. Um recente estudo (chamado de PREVENT IV) realizado por um pesquisador brasileiro, o Dr. Renato P. Lopes, da Duke University (estados Unidos), comprovou que retirada aberta das veias safenas é a melhor técnica para a realização de uma CRM.
O estudo avaliou 3.014 pacientes submetidos à CRM (idade média de 64 anos de idade), sendo que 80% destes eram homens. Um total 1.753 destes pacientes foram submetidos à retirada endoscópica da veia safena e 1.247 foram submetidos à retirada aberta (convencional).
Aproximadamente 12 a 18 meses após a CRM , 1.817 destes pacientes foram submetidos a um cateterismo cardíaco e cineangiocoronariografia para avaliar o estado da ponte de safena que havia sido implantada durante a CRM. Os autores do estudo observaram que um estreitamento significativo (comprometimento de pelo menos 75% do diâmetro do vaso) da ponte de safena, ocorria com mais frequência em pacientes submetidos a retirada endoscópica da veia safena, quando comparada a retirada aberta (46,7% versus 38,0%, respectivamente).
Após 3 anos de acompanhamento clínico, aqueles que foram submetidos à retirada endoscópica também apresentaram um maior índide de complicações clínicas como morte, infarto do miocárdio e necessidade de revascularização.Os autores do estudo concluíram que a retirada convencional da veia safena implica em melhores resultados clínicos.É provável que a explicação deste fato seja atribuída a uma maior lesão da parede do vaso durante a retirada endoscópica, predispondo à formação de futuras obstruções na ponte de safena.
Fonte:New Eng J Med(2009).
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