A depressão afeta cerca de 15 a 20% dos adultos em algum momento de suas vidas. A doença caracteriza-se por um humor deprimido (tristeza), anedonia (falta de ânimo), fadiga, irritabilidade, dificuldade de memória e/ou concentração, diminuição da libido, além de alterações do sono, apetite e peso.
A depressão pode manifestar-se como um episódio único (50%), apresentar-se com um curso recorrente (30%) ou ainda, crônico (20%).Temos atualmente 39 medicamentos antidepressivos disponíveis no mercado, com diferentes mecanismos de ação.
A escolha do antidepressivo deverá levar em conta os seguintes aspectos:
- Experiência prévia do paciente (resposta, tolerabilidade e efeitos colaterais);
- A presença de doenças associadas, como convulsões, hipertensão arterial, cardiopatia, obesidade e diabete melito;
- Interações com outros medicamentos;
- Efeitos colaterais, como aumento da pressão arterial, taquicardia, ganho de peso, diminuição da libido, sonolência, insônia, entre outros;
- A experiência pessoal do médico prescritor;
- Adesão prévia ao medicamento;
- Resposta obtida em parentes de primeiro grau;
- Preferências do paciente;
- Custos.
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