Este é um parecer recente , das associações americanas de cardiologia e psiquiatria ( American Heart Association e American Psychiatric Association). Os autores do relatório , lembram que este , representa o primeiro conjunto de recomendações que visa confrontar as ligações bem reconhecidas entre o transtorno psiquiátrico e a doença cardiovascular, que freqüentemente coexistem.
“Não há, atualmente, uma prova direta de que identificar a depressão , conduz a melhores resultados clínicos nas populações de doentes cardiovasculares”, alerta a autora principal do relatório, a Dra. Judith H. Lichtman ( universidade de Yale , New Haven, Estados Unidos ) .
Este relatório, que foi publicado em 29 de setembro de 2008 on line na revista Circulation, destaca a existência de um número abundante de provas , de que tratar a depressão em pacientes com doença cardíaca coronariana ( presença de placas de gordura ou ateromas nas artérias do coração ), poderá ajudá-los.
" Há, certamente, provas convincentes de que a depressão não- tratada , associa-se a piores resultados e, que quase há um efeito dependente da dose ( do grau de depressão )”, segundo a Dra. Lichtman. “Mesmo que não compreendamos todos os mecanismos, há , realmente, um grande corpo de evidências , demonstrando que pessoas deprimidas são menos propensas a dar seguimento a uma variedade de condutas que são importantes para o controle dos fatores de risco e, certamente, associadas à recuperação e a diminuição de futuras complicações . Ocorre uma melhor adesão ao tratamento e, um aumento do comparecimento em consultas ou as clinicas de reabilitação”.
O relatório ainda menciona que, para melhorar as oportunidades de identificar os pacientes que são deprimidos, o rastreamento pode ser realizado nos locais aonde os pacientes com doença cardíaca coronariana são examinados, tais como consultório médico, hospital, clínicas e centros de reabilitação.
Fonte: Circulation ( 2008 ).
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