O infarto do miocárdio geralmente é causado pela obstrução de uma artéria do coração, por um coágulo que se forma sobre uma placa de gordura (ateroma). O tratamento de escolha para esta condição é a angioplastia coronariana, que consiste na desobstrução desta artéria através de um cateter que apresenta um balão em sua extremidade.
Geralmente, neste mesmo local da artéria, será implantada uma estrutura metálica na parede do vaso, chamada de stent , visando diminuir o risco de obstruções futuras (reestenose coronariana). A angioplastia coronariana no paciente que sofreu um infarto do miocárdio, poderá ser de quatro modalidades, que serão enumeradas a seguir com as suas respectivas indicações.
Angioplastia primária:
É o procedimento que visa desobstruir a artéria que causa o infarto do miocárdio.Nessa situação, como mencionado acima, costuma haver um trombo (coágulo) que complica uma placa de gordura (acidente da placa de ateroma).O eletrocardiograma deverá exibir uma elevação do segmento ST (em pelo menos duas derivações) ou um novo bloqueio de ramo esquerdo.
A dor torácica deverá ter iniciado há menos de 12 horas. Essa modalidade de angioplastia é a mais comumente utilizada no infarto do miocárdio. A angioplastia primária estará indicada nos hospitais que disponham desta modalidade de tratamento e , que façam mais de 200 casos por ano (sendo que o médico operador deverá fazer , pelo menos 75 casos por ano).
A angioplastia deverá ser concretizada em até 90 minutos da chegada do paciente ao hospital. Pacientes que se apresentam em um hospital sem estrutura para realizar a angioplastia primária , poderão ser transferidos quando se apresentarem após três horas do início da dor . Nos casos em que o paciente chega com menos de três horas , é indicada a trombólise (soro com medicamento que visa desobstruir a artéria).
É necessário que o tempo de transferência até o local que dispõe da angioplastia seja inferior a três horas.
Angioplastia de salvamento:
São os casos de infarto do miocárdio que inicialmente foram submetidos à infusão de trombolíticos, mas que apresentam evidências clínicas ou eletrocardiográficas de que esta modalidade de reperfusão não foi efetiva em abrir a artéria obstruída.
Angioplastia eletiva:
São os casos de infarto do miocárdio que foram submetidos a infusão de tromboliítcos ou que não foram tratados com nenhuma forma de terapia de reperfusão. Após a realização de um exame funcional (teste de esforço ou cintilografia miocárdica), a demonstração de uma isquemia (falta de irrigação) em um área importante do músculo cardíaco indicará a realização de um cateterismo cardíaco com cineangiocoronariografia.
Caso este exame mostre um lesão coronarina residual ou outra, não relacionada ao infarto (mas que sejam responsáveis pela isquemia), uma angioplastia poderá ser realizada de uma forma programada (eletiva).
Angioplastia facilitada:
São os casos aonde é possível realizar a angioplastia primária , mas enquanto se espera a estrutura desta modalidade de tratamento ficar pronta , infunde-se um trombolítico ou antiplaquetário injetável (inibidor da GP IIB IIIA) previamente , visando melhorar os resultados da angioplastia.
Essa modalidade não é indicada pois não costuma diminuir o risco de morte e aumenta os riscos de sangramentos.
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